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  • Marcelo Rosário da Silva

Mais Cobain, sem favor.

Atualizado: 22 de Jul de 2019




Um de nossos rebeldes favoritos, Kurt Cobain detonou tabus, inspirou os melhores estilos que vemos até hoje e cada ano que se passa sentimos que precisamos mais dele em nossas vidas.

Estilo icônico, mente incompreensível, artista atemporal.

Kurt Cobain faria hoje 50 anos. Como seria tudo se ele ainda estivesse trazendo loucas formas de reflexão, comportamento e dando tapas na cara do mundo?

Uma coisa é certa, teríamos um aliado sensacional em nossas causas.

Até seus 27 anos, Cobain fez uma insana história por aqui. Aprendemos muito com sua trajetória, seus erros e seus acertos. Chegamos até ao ponto de admitir que nunca conseguiremos compreender sua genialidade. Nem Courtney, nem Krist ou Grohl vão desvendar este mistério para nós, porque nem eles tiveram full access ticket para embarcar nessa complicada mente.

É verdade que os anos 90 estão voltando para o mundo fashion e comportamental, inclusive com diversos segmentos da moda inspirados no próprio ídolo do grunge. Contudo, não é de agora que reconhecemos Cobain como atemporal (olha esse vestido no gender na foto!).

Quando curtimos um artista, é impossível não pesquisar uma de suas frases no Google Imagens.

É isso mesmo. Admita! Até mesmo aqueles fãs mais fiéis já fizeram isso, mesmo que muitas vezes tenham saído com raiva da página.

Não adianta negar, pesquisamos tudo sobre nossos ídolos seja em livros de idiotas que não sabem o que estão falando (vale a leitura só para ter argumentos de crítica depois), seja no cantinho da matéria de um jornal pequeno, seja em biografias não autorizadas, seja no Wikipédia (shame on us) e, sim, no inevitável Google Imagens.

É fácil, porém, saber que aquela frase encontrada na página que demora milésimos de segundos para carregar - e sente orgulho de mostrar sua velocidade - muitas vezes não condiz com o cara que está aparecendo na foto como autor de tudo aquilo.

As de Cobain não são assim. Aqui não entra fãs fiéis, mas em algum ponto eles podem ter pensado dessa forma também. O cara era tão excêntrico (no sentido bom/ótimo/uhul) que ele pode ter realmente dito qualquer daquelas coisas.

Não vamos entrar no ridículo, claro. Sempre vai existir haters e preconceituosos que não valem a menção. Mas, voltando ao foco, o fato é que naquelas frases, ideias malucas, coisas que nunca pensamos e são tão óbvias, coisas que um dia aceitamos e hoje lutamos veemente contra, foram todas abordadas por esse cara e as que não foram muito bem poderiam ter sido.

Tanto em suas entrevistas, como em seus rascunhos, suas confidências e sua música, Cobain ultrapassou a pessoa e se tornou um movimento independente.

Quem hoje fala em grunge, punk, rock and roll e não se lembra da figura de olhos azuis, cabelos longos e loiros, cigarrinho entre os dedos e allstar detonado no pé?

Enfim, deveríamos todos usar vestidos, rasgar nossos jeans e suéteres e finalmente quebrar essa moral social que tanto se mostra preconceituosa e letal em nossa medieval sociedade.

Aos que insistem em atacar direitos, conter liberdades, olhar para nada além de seu próprio traseiro, devemos lembrar desta frase que define bem o que queremos dizer neste post:

"If you're a sexist, racist, homophobe or basically an asshole, don't buy this CD. I don't care if you like me, I hate you". - Kurt Cobain.

#rebelde #cobain #nirvana #kurt #deans