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  • Gabrielle Canena

17.07: Dia de Proteção às Florestas

Atualizado: 22 de Jul de 2019




Hey, Rebels!

Hoje, dia 17 julho, é o Dia de Proteção às Florestas. Neste artigo vamos te mostrar a importância de protegermos nossas florestas, nossa natureza, e como podemos ajudar, já que a situação atual delas não é das melhores.

Originalmente nesta data era comemorado o dia do Curupira, um personagem do folclore brasileiro conhecido por pregar peças naqueles que destroem a floresta. Mas, infelizmente, o personagem vive apenas nos contos infantis e a floresta não consegue se defender sozinha. Por isso, é nossa responsabilidade preservar este importante patrimônio do Brasil.

O objetivo da criação desta data é o de mobilizar a população do mundo sobre a importância de se manter as florestas em seus estados naturais, conservando-as para garantir a manutenção da vida na Terra.

O Brasil abriga uma ampla diversidade de ecossistemas florestais, devido às diferentes condições climáticas e condições de solo encontradas em seu extenso território.Entre eles está a maior floresta tropical do mundo, a Floresta Amazônica, responsável por uma das mais importantes reservas genéticas de fauna e flora.

O país ainda possui ecossistemas como a Mata Atlântica, que abriga cerca de 1% a 8% de espécies de toda a fauna e flora do planeta, e o Cerrado, que, além de dispor de um grande valor paisagístico e recreativo, garante o equilíbrio ecológico. Juntos, os ecossistemas do Brasil são responsáveis por um terço da biodiversidade do planeta.

IMPORTÂNCIA

“As florestas são absolutamente necessárias, pois fornecem uma ampla variedade de serviços ecossistêmicos que afetam direta e indiretamente o bem-estar, a saúde, a subsistência e a sobrevivência humana”, afirma Denise Alves, pós-doutoranda da Esalq-USP.

A especialista listou seis motivos pelos quais as florestas são imprescindíveis para a existência dos seres vivos:

1. A conservação de árvores como locais para alojamento de ninhos é crucial para a sobrevivência de espécies como as abelhas em ambientes naturais e urbanizados;

2. Este tipo de vegetação é responsável pela alimentação dos polinizadores e de outros animais. Sendo que, quando há desmatamento, muitas espécies são dizimadas devido à falta de alimentos;

3. As florestas são absolutamente necessárias para o ciclo da água, pois contribuem para a formação de chuvas que abastecem diversas regiões. Elas também ajudam a evitar os climas extremos, tais como cheia ou estiagem;

4. Desempenham um papel muito importante para a economia, pois são fonte de alimento e matérias-primas indispensáveis, por exemplo: madeiras, celulose e cortiças;

5. Possuem função cultural, ou seja, trazem benefícios não-materiais obtidos dos ecossistemas, como educacional, espiritual, recreação, estético e simbólico;

6. Prestam suporte necessário para a produção de todos os outros serviços: formação do solo, ciclos dos nutrientes e produtividade primária.

As florestas têm importância vital para o equilíbrio ambiental e ecológico do planeta. Elas promovem a amenização do clima, a troca atmosférica, a manutenção da biodiversidade e a reciclagem dos solos.

Florestas, além de proporcionarem condições fundamentais para a existência da vida, também apresentam enorme importância para os interesses socio-econômicos e culturais, fornecendo inúmeros produtos, desde madeiras, energia, alimentos e remédios, até valores edílicos e turísticos, tais como belas paisagens.

Entre as mais importantes funções desempenhadas pelas florestas está a conservação e a preservação que proporcionam aos mananciais de água potável, cada vez mais escassos.


(Mata Atlântica)

DADOS

Apesar de sua importância, as florestas do planeta não estão recebendo a atenção devida. Vêm sendo destruídas num ritmo acelerado, e calcula-se que cerca de dois terços já não existem mais. Nesse quadro trágico, o Brasil figura como o país que mais destrói suas matas.

O desmatamento da Amazônia está prestes a atingir um determinado limite a partir do qual regiões da floresta tropical podem passar por mudanças irreversíveis, em que suas paisagens podem se tornar semelhantes às de cerrado, mas degradadas, com vegetação rala e esparsa e baixa biodiversidade.

As taxas de degradação das matas brasileiras continuam a aumentar: entre 2015 e 2016, o desmatamento na Mata Atlântica cresceu 57,7% e atingiu 29.075 hectares, o equivalente a mais de 29 mil campos de futebol.

Os índices na Amazônia também apontam pioras. De acordo com dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (PRODES) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 7.989 quilômetros quadrados foram desmatados na região no período de agosto de 2015 a julho de 2016.


(Floresta Amazônica)

FUTURO

Se realmente quisermos construir uma nação sustentável e justa, com adequado provisionamento de água em quantidade e qualidade, precisamos que a sociedade civil e o poder público, aprendam a valorizar e gerenciar eficientemente os recursos naturais.

Capacitar os educadores, formadores de opinião, técnicos dos órgãos ambientais, promover a conscientização da sociedade sobre as relações entre florestas e água, incentivar o desenvolvimento efetivo dos comitês de bacias hidrográficas, programar planos regional e nacional de recursos hídricos são algumas das medidas urgentes a serem implementadas. Acima de tudo, devemos aprender a abordar a temática água e florestas de maneira integrada, ou seja, da única forma que sempre deveriam ter sido tratadas. E, antes de mais nada, fazer cessar, os vergonhosos desmatamentos.

Tenta-se resolver a situação através de iniciativas de ONGs, instituições, escolas e amantes da natureza por meio do plantio de árvores e atividades de manejo e recuperação de áreas degradadas. Mas isso ainda não é o suficiente. É preciso ser feito muito mais para vermos a mudança e tentarmos reverter a situação na qual nos encontramos. Seja essa mudança!

#BeARebel

“Temos sido um agente geológico nefasto e um elemento de antagonismo terrivelmente bárbaro da própria natureza que nos rodeia” (Euclides da Cunha, 1907)

Com informações de: G1, Greenpeace, Canal rural, EcoDebate, Jornal do Brasil.

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