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  • Gabrielle Canena

18.07 Dia Internacional de Nelson Mandela

Atualizado: 22 de Jul de 2019




Hey, Rebels!

Hoje, Nelson Mandela, um grande líder e rebelde, que dedicou sua vida à luta pela igualdade e liberdade, completaria 100 anos. Não poderíamos deixar a data passar, já que ele representa a resistência e a luta. Confira nossa retrospectiva ;)


Nascido em 1918, Mandela cresceu na tribo Tembu, da etnia xhosa, uma das mais importantes da África do Sul. Seu pai era chefe da tribo e ele seria o herdeiro, porém optou pela educação na Clarkebury Training College.


Ele era conhecido por ser inquieto dando jus ao seu nome de batismo, Rolihlahl (“criador de problemas”). Isso tornou-se evidente quando foi expulso por boicotar as eleições estudantis. Então, ingressou no curso de direito da Universidade da África do Sul, unindo-se também às Liga Juvenil do CNA (Congresso Nacional Africano), em 1940.

Em 1948, o Apartheid entrou em vigor, uma política de segregação racial extremamente racista e radical. Nessa altura, Madela já tinha 30 anos e era advogado, inquieto da mesma forma. Portanto, assumiu a liderança da maioria negra, promoveu greves e protestos, lutou contra a segregação.

Foi criada então a Lei do Passe, a qual obrigava os negros sul-africanos a portar uma caderneta que dizia onde eles poderiam transitar. Os negros não se calaram e protestaram, porém o resultado foi o assassinato de diversos destes pelas forças nacionais, o que ficou conhecido como “o massacre de Sharperville”. Com este massacre, a política do Apartheid ganhou notoriedade mundial.

Em 1961, Mandela ajudou a fundar o UmKhonto weSizue, braço armado do CNA, passando a estimular e realizar sabotagens em todo o país. Caçado pelas autoridades, escapou durante 18 meses, disfarçando-se de operário, porteiro e garagista, sempre discursando para pequenos grupos clandestinos. Em 1962, porém, foi capturado pelas autoridades sul-africanas e levado para a prisão, onde, inicialmente, cumpriria pena por cinco anos.


No ano seguinte, foi acusado de traição e sabotagem junto com outros líderes negros. Após o julgamento, que durou sete meses, foi condenado à prisão perpétua. Em 1985, ele recusou proposta do então presidente Pieter Botha, que o pediu que condenasse o recurso à luta armada em troca de sua libertação. Em meio à pressão externa, a própria minoria branca da África do Sul já acreditava que a libertação de Mandela seria a única esperança de uma solução pacífica para os conflitos que devastavam o país.

Finalmente, no dia 11 de fevereiro de 1990, após 27 anos, seis meses e seis dias de reclusão, Nelson Mandela estava solto. Permaneceu na batalha pelo fim do Apartheid e, logo em sua primeira declaração pública, agradeceu aos que se esforçaram por sua libertação e reiterou que estava disposto a morrer pelo fim da dominação branca e pela liberdade de outros 400 presos políticos.


O processo de negociação com o Governo seria lento e exaustivo, interrompido diversas vezes, por episódios de violência extrema. Um deles levaria Mandela a pedir a intervenção da ONU, em junho de 1992. Na época, eleito presidente do CNA, viajou por vários países, dando novas dimensões ao trabalho pelo fim pacífico do Apartheid. Foi reconhecido com o Prêmio Nobel da Paz de 1993 (dividido com de Klerk).

No dia 22 de dezembro de 1993, em sessão histórica, o Parlamento aprovou nova Constituição da África do Sul, instituindo legalmente a igualdade racial no país, dando fim ao regime separatista.


No ano seguinte, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, o primeiro presidente negro da história do país. Seu mandato terminou em 1999, mas Madiba permaneceu como uma das figuras políticas mais influentes do país.

"Durante a minha vida, me dediquei à luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, e lutei contra a dominação negra. Eu defendi o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas vivem juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e conseguir realizar. Mas, se preciso for, é um ideal para o qual estou disposto a morrer", disse Mandela, em sua declaração de defesa no Julgamento de 20 de abril de 1964.

#BeARebel

Com informações do Jornal do Brasil.

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