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  • Gabrielle Canena

Dia do Escritor: Conheça obras de autores ativistas

Atualizado: 22 de Jul de 2019




Hey, Rebels!

Hoje é dia do escritor e preparamos uma listinha especial de escritores que merecem muito reconhecimento, por abordarem causas muito importantes. São autores que falam de feminismo, veganismo, LGBT+ e resistência negra.

Não separamos em listas específicas, pois alguns dos temas acabam se mesclando, (como o feminismo e a resistência negra).

Confira, pesquise, selecione o que lhe interessa e boa leitura!


Sejamos todos feministas, de Chimamanda Ngozi Adiche

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente do dia em que a chamaram de feminista pela primeira vez. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. “Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’”. Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e começou a se intitular uma “feminista feliz e africana que não odeia homens, e quegosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens”.Sejamos todos feministas é uma adaptação do discurso feito pela autora no TEDx Euston, que conta com mais de 1,5 milhão de visualizações e foi musicado por Beyoncé.


Ensinando a transgredir – a educação como prática de liberdade, de bell hooks

Em Ensinando a transgredir, bell hooks – escritora, professora e intelectual negra insurgente – escreve sobre um novo tipo de educação, a educação como prática da liberdade. Para hooks, ensinar os alunos a “transgredir” as fronteiras raciais, sexuais e de classe a fim de alcançar o dom da liberdade é o objetivo mais importante do professor.Ensinando a transgredir, repleto de paixão e política, associa um conhecimento prático da sala de aula com uma conexão profunda com o mundo das emoções e sentimentos. É um dos raros livros sobre professores e alunos que ousa levantar questões críticas sobre Eros e a raiva, o sofrimento e a reconciliação e o futuro do próprio ensino. Segundo bell hooks, “a educação como prática da liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”. Ensinando a transgredir registra a luta de uma talentosa professora para fazer a sala de aula dar certo.


Mulheres, raça e classe, de Angela Davis Incrível e fundamental obra de Angela Davis, traduzida pela Boitempo, o livro Mulheres, Raça e Classe aborda temas antigos, mas que até hoje refletem na sociedade e diversas culturas pelo mundo.Essa produção literária quer mostrar os nuances da opressão, falando sobre as antigas lutas anticapitalista, antiescravagista, antirracista, feminista e todos os dilemas que as mulheres vivem ainda hoje, na era contemporânea.Angela Davis enfatiza em sua obra quais são os efeitos da escravidão e como é difícil se acreditar em uma sociedade que desconsidere a centralidade da questão racial, principalmente, quando se fala da mulher.


Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil, de Sueli Carneiro

Entre 1999 e 2010, a ativista e feminista negra Sueli Carneiro – fundadora do Geledés Instituto da Mulher Negra – produziu inúmeros artigos publicados na imprensa brasileira. Este livro reúne, pela primeira vez, os melhores textos desse período. Em cada linha, a autora convida o leitor a refletir criticamente sobre a sociedade brasileira, explicitando de forma contundente como o racismo e o sexismo têm estruturado – de modo vergonhosamente desigual – as relações sociais e políticas do país. Esta obra faz parte da Coleção Consciência em Debate, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University(EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo. O objetivo da Coleção é debater temas prementes da sociedade brasileira, tanto em relação ao movimento negro como no que concerne à população geral.


O que é lugar de fala?, de Djamila Ribeiro

Muito tem se falado ultimamente sobre o conceito de lugar de fala e muitas polêmicas acerca do tema têm surgido. Fazendo o questionamento de quem tem direito à voz numa sociedade que tem como norma a branquitude, masculinidade e heterossexualidade, o conceito se faz importante para desestabilizar as normas vigentes e trazer a importância de se pensar no rompimento de uma voz única com o objetivo de propiciar uma multiplicidade de vozes. Partindo de obras de feministas negras como Patricia Hill Collins, Grada Kilomba, Lélia Gonzalez, Luiza Bairros, Sueli Carneiro, o livro aborda, pela perspectiva do feminismo negro, a urgência pela quebra dos silêncios instituídos explicando didaticamente o que é conceito ao mesmo tempo em que traz ao conhecimento do público produções intelectuais de mulheres negras ao longo da história. Em Aprendendo com o outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro, Patricia Hill Collins fala da importância das mulheres negras fazerem um uso criativo do lugar de marginalidade que ocupam na sociedade a fim de desenvolverem teorias e pensamentos que reflitam diferentes olhares e perspectivas. Pensar outros lugares de fala passa pela importância de se trazer outras perspectivas que rompam com a história única.


Rompendo o silêncio, de Alice Walker

Engajada com Martin Luther King no Movimento pelos Direito Cívicos, militante feminista, Alice Walker continua a lutar incansavelmente pelos direitos das mulheres, em particular contra as mutilações que lhes são impostas. Trinta anos depois de denunciar a opressão racial e sexual das negras americanas, publica Rompendo o silêncio, em que descreve, de forma comovente, suas impressões colhidas durante viagens aos umbrais dos infernos: a Ruanda e ao Congo, em 2006, convidada pela organização Women for Women International, para se encontrar com sobreviventes do genocídio ocorrido nesses países; e, em 2009, por iniciativa do grupo pacifista CODEPINK, à Palestina e a Israel. Nessas regiões assoladas por conflitos políticos, e guerras insanas, ela coletou história de gente simples, homens e mulheres que tiveram seu cotidiano tranqüilo atingido por banhos de sangue, confrontando-se, desse modo, com o indizível, o inenarrável. De volta aos Estados Unidos, Alice buscou uma forma de contar essas histórias para que outras pessoas pudessem alimentar o espírito crítico diante das “informações” veiculadas pelas mídias – ou, ainda melhor, pudessem aceder a esse conhecimento e, talvez, mudar a atitude diante do mundo aderindo a um viés pacifista e humanitário. Mas como falar sobre o indizível? Que palavras escolher? Como engolir as lágrimas que choraríamos com nossos irmãos sofredores para que elas não afogassem a inspiração? Diante daquilo que não pode ser dito, só nos resta a poesia. E foi assim que Alice contou as trágicas histórias que recolheu: poeticamente.


Mulheres negras em primeira pessoa, de Jurema Werneck

A articulação de Mulheres Negras Brasileiras lançou dia 10 de novembro de 2012 o livro “Mulheres Negras na primeira pessoa” com histórias reais de mulheres negras brasileiras representativas de nove estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraíba, São Paulo, Pará, Rio de Janeiro, Amapá, Ceará, Paraná e Goiás). As narrativas são de mulheres negras quilombolas, nordestinas, sulistas, entre outras, urbanas ou não, cujas trajetórias sensibilizaram as organizações membros da AMNB, que as indicou para simbolizarem a luta das mulheres negras no Brasil. O resultado é um livro emocionante, repleto de histórias de lutas temperadas com energia, garra, amor, sabedoria e afeto.


O homossexual visto por entendidos, de Carmen Dora Gimarães

Uma análise pioneira sobre a construção biográfica da homossexualidade entre homens moradores na cidade do Rio de Janeiro na década de 1970. Os entrevistados integram uma rede social específica, e são oriundos de cidades do interior mineiro. Eles escolheram migrar, impelidos pela busca de liberdade, para um espaço social em que sua identidade não fosse objeto de controle social estrito.


Risco de Vida, por Alberto Guzik

Romance sobre uma paixão destruída pela Aids. Ao mesmo tempo, é um painel amplo da vida cultural paulistana dos anos 80, misturando personagens fictícios e reais; artistas, jornalistas, críticos e intelectuais.


Dias de Ira, de Roldão Arruda

Em 1986, uma série de misteriosos assassinatos assustou a cidade de São Paulo. Um decorador, um psiquiatra, um diretor de teatro e um professor figuravam numa longa lista de mortos. Todos eram homossexuais. Todos foram brutalmente assassinados com métodos que levaram a polícia a apostar na existência de um serial killer.Dias de ira descreve aquele período, especialmente a vida e a morte dos assassinados. Narra a caçada, a prisão e o julgamento do jovem bonito e de modos marcadamente viris que foi apontado como o autor dos crimes. Associa o suspense característico de um thriller policial a descrições sobre o momento político, hábitos da comunidade gay e o impacto da epidemia de AIDS, sobretudo a forma como foi utilizada para revitalizar antigos preconceitos.


Sopa de Letrinhas? , de Regina Facchini

Um estudo sobre o movimento homossexual brasileiro no contexto da segunda metade dos anos 1990. Realizado a partir da cidade de São Paulo, este trabalho pretende contribuir e estabelecer diálogo com os estudos sobre movimentos sociais no Brasil contemporâneo. Tem como base uma pesquisa bibliográfica e documental sobre a trajetória de mais de 25 anos do movimento homossexual brasileiro e um trabalho de campo realizado a partir da observação participante das atividades internas e externas do grupo CORSA - Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor - Grupo de Conscientização e Emancipação das Minorias Sexuais, entre 1997 e 2000.


O Estudo da China (The China Study) – Dr. T. Colin Campbell

O Estudo da China é um dos melhores livros escritos por Dr. T. Colin Campbell, um vegano, sobre um estudo de 20 anos sobre os efeitos da proteína animal sobre o corpo humano. Dr. Campbell, juntamente com muitos outros pesquisadores associados com outros institutos de pesquisa, descobriu que dietas ricas em proteína, especialmente proteína animal, levam a vários tipos de câncer, doenças cardíacas e outras doenças.


Skinny Bitch (“Cadela/Vagabunda Magrinha”) – Rory Freedman e Kim Barnouin

Não é o seu típico livro de dieta chata, esta é uma chamada para despertar,sem barreiras para todas as mulheres que querem ser magras. Com um conselho tão contundente como "Soda é Satanás líquido" e "Você é um idiota total se achar que a Dieta de Atkins vai deixar você magra", é um grito de guerra para todas as mulheres experientes começarem a comer de forma saudável e radiante. Ao contrário dos livros de dieta padrão, na verdade faz o leitor rir em voz alta com suas revelações sinceras e inteligentes. Por trás de toda a atitude, no entanto, há uma orientação sólida. A Skinny Bitch adota um estilo de vida saudável que promove grãos integrais, frutas e verduras e estimula as mulheres a se animarem em se sentir "limpas, puras e energizadas".


Animal Liberation (Libertação Animal) – Peter Singer'Libertação Animal'

É considerado o livro mais importante da história da ética animal. Desde sua edição original em 1975, deu início a uma revolução de idéias, atitudes, ações e movimentos em prol da consideração moral do bem-estar de animais não-humanos, contribuindo para a diminuição do sofrimento e a mudança do destino de milhares de criaturas. 'Libertação Animal' mostra que a crueldade com os animais e a dor que lhes infligimos não podem ser eticamente justificadas, o que se constitui numa boa razão para tentarmos reverter as práticas que as perpetuam.Nesta edição revista, Peter Singer discute a evolução do movimento de Libertação Animal desde 1975, responde a comentários e críticas, e atualiza suas explicações e exemplos do tratamento dispensado aos animais de laboratório e de criação intensiva. Entre outras atualizações, a edição brasileira contém um prefácio e um apêndice fotográfico inéditos.


Food for Life (Alimentos para a Vida) – Dr. Neal Barnard

Alimentos Para a Vida foi escrito pelo Dr. Neal Barnard e detalha as suas conclusões com base em anos de pesquisa médica sobre como as dietas ajudam a prevenir doenças. Este é um dos melhores livros veganos em torno de fatos sobre a saúde. Ele acredita que uma dieta vegana, baseada em grãos integrais, legumes, verduras e frutas é a dieta mais saudável para os seres humanos.


101 Reasons I’m a Vegetarian (101 razões para eu ser um vegetariano) – Pamela Rice

É um dos primeiros livros que levam uma pessoa a ser vegana. É incrivelmente detalhado e alarmante. Quem leu diz ter chorado várias vezes, como a maioria das pessoas fazem a primeira vez que aprendem o que realmente acontece com os animais que comemos. Você também pode pegá-lo para aprender algumas coisas novas sobre a saúde, a agricultura industrial e meio ambiente e ler apenas uma das razões de cada vez.


Omnivore’s Dilemma (O Dilema do Onívoro) – Michael Pollan

As prateleiras de um supermercado - estágio final de nossa cadeia alimentar - são o ponto de partida escolhido pelo escritor e jornalista americano Michael Pollan para a viagem de investigação empreendida em O dilema do onívoro.No livro, o leitor é convidado a perfazer o caminho inverso - reconstituindo o trajeto dos alimentos, desde o prato à nossa mesa até a sua origem derradeira - o solo. Quanto mais longo e intrincado é o percurso que liga as duas pontas dessa cadeia altamente industrializada, argumenta o autor, mais ignorantes nós nos tornamos a respeito do que, em última análise, estamos comendo. Afinal, que mistérios estão por trás de um simples item de um cardápio de fast-food?


Executivos negros: racismo e diversidade no mundo empresarial, de Pedro Jaime

Pedro Jaime aborda a inclusão do negro na sociedade brasileira a partir da investigação do racismo e da diversidade no contexto empresarial paulistano, dando espaço, nesta obra, para as vozes de uma categoria social que denomina de executivos negros. Além de apresentar um levantamento numérico e qualitativo destes indivíduos e do cargo que ocupam o autor também recorre à etnografia e à reconstrução de narrativas biográficas para mapear a trajetória profissional de duas gerações de executivos negros em São Paulo, nas quais baseia seu estudo. Deste modo a obra capta o quadro de mobilidade desse grupo e o conjunto de fatores que a determinam, deixando em evidência as grandes mudanças na construção destes percursos profissionais entre 1970 e o começo do século XXI.


Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves

Fascinante história de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas. Ao longo da travessia, ela vai contando sua vida, marcada por mortes, estupros, violência e escravidão. Inserido em um contexto histórico importante na formação do povo brasileiro e narrado de uma maneira original e pungente, na qual os fatos históricos estão imersos no cotidiano e na vida dos personagens, UM DEFEITO DE COR, de Ana Maria Gonçalves, é um belo romance histórico, de leitura voraz, que prende a atenção do leitor da primeira à última página. Uma saga brasileira que poderia ser comparada ao clássico norte-americano sobre a escravidão, Raízes.

Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, ela conta o que viveu, sem atifícios ou fantasias.


Na Minha Pele, de Lázaro Ramos

Movido pelo desejo de viver num mundo em que a pluralidade cultural, racial, étnica e social seja vista como um valor positivo, e não uma ameaça, Lázaro Ramos divide com o leitor suas reflexões sobre temas como ações afirmativas, gênero, família, empoderamento, afetividade e discriminação. Ainda que não seja uma biografia, em Na minha pele Lázaro compartilha episódios íntimos de sua vida e também suas dúvidas, descobertas e conquistas. Ao rejeitar qualquer tipo de segregação ou radicalismos, Lázaro nos fala da importância do diálogo. Não se pode abraçar a diferença pela diferença, mas lutar pela sua aceitação num mundo ainda tão cheio de preconceitos. Um livro sincero e revelador, que propõe uma mudança de conduta e nos convoca a ser mais vigilantes e atentos ao outro.


Nem preto nem branco, muito pelo contrário, de Lília Moritz Schwarcz

Em “Nem preto nem branco, muito pelo contrário”, a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz revela um país marcado por um tipo de racismo muito peculiar - negado publicamente, praticado na intimidade. Para isso, volta às origens de um Brasil recém-descoberto e apresenta ao leitor os primeiros relatos dos viajantes e as principais teorias a respeito dos “bárbaros gentis”, desse povo sem “F, sem L e sem R: sem fé, sem lei, sem rei”, teorias estas fundamentais para o leitor moderno entender a complexidade de uma nação miscigenada e com tantas nuances. Passando pelos modelos deterministas raciais de finais do XIX, pelas teorias de branqueamento do início do século XX, depois pelas ideias da mestiçagem dos anos 1930, ou de estudos que datam da década de 1950, que queriam usar o “caso brasileiro” como propaganda, pois acreditava-se que o Brasil seria um exemplo de democracia racial, a autora nos mostra que, por trás do mito da convivência pacífica e da exaltação da miscigenação como fator determinante para a construção da identidade nacional, na prática, a velha máxima do “quanto mais branco melhor” nunca foi totalmente deixada de lado.


O Genocídio do negro brasileiro, de Abdias Nascimento

O conceito de “democracia racial” foi (e ainda é) um mantra do orgulho nacional. Daqueles que recusam a realidade. Uma das maiores referências na defesa dos direitos dos negros no Brasil, mesmo após sua morte, Abdias Nascimento sobrepõe testemunhos pessoais, reflexões, comentários e críticas, opondo o discurso oficial sobre a condição social e cultural do negro brasileiro à realidade, fazendo a desconstrução do que se convencionou chamar de “democracia racial”, cenário utópico e irreal no qual “pretos e brancos convivem harmoniosamente, desfrutando iguais oportunidades de existência, sem nenhuma interferência, nesse jogo de paridade social, das respectivas origens raciais ou étnicas.”


A cor púrpura, de Alice Walker

Nova edição revisada, em novo formato e com nova capa da obra-prima de Alice Walker vencedora do Pulitzer Um dos mais importantes títulos de toda a história da literatura, inspiração para a aclamada obra cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra extremamente atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.


O sol é para todos, de Harper Lee

A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.


Laços de sangue, de Octavia Butler

Em seu vigésimo sexto aniversário, Dana e seu marido estão de mudança para um novo apartamento. Em meio a pilhas de livros e caixas abertas, ela começa a se sentir tonta e cai de joelhos, nauseada. Então, o mundo se despedaça. Dana repentinamente se encontra à beira de uma floresta, próxima a um rio. Uma criança está se afogando e ela corre para salvá-la. Mas, assim que arrasta o menino para fora da água, vê-se diante do cano de uma antiga espingarda. Em um piscar de olhos, ela está de volta a seu novo apartamento, completamente encharcada. É a experiência mais aterrorizante de sua vida... até acontecer de novo. E de novo. Quanto mais tempo passa no século XIX, numa Maryland pré-Guerra Civil – um lugar perigoso para uma mulher negra –, mais consciente Dana fica de que sua vida pode acabar antes mesmo de ter começado. “Impossível terminar de ler Kindred sem se sentir mudado. É uma obra de arte dilaceradora, com muito a dizer sobre o amor, o ódio, a escravidão e os dilemas raciais, ontem e hoje” – Los Angeles Herald-Examiner.

#BeARebel

Com informações de Estante Virutal, Nexo, Estilo Vegan e EXAME.

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