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  • Gabrielle Canena

A GERAÇÃO Z

Atualizado: 22 de Jul de 2019



Hey, Rebels!

Hoje falaremos sobre a Geração Z. Se você nasceu entre 1990 e 2010, você faz parte dela!

Confira quais são os padrões encontrados nessa geração, as exceções e divisões!

Saiba se você se encaixa mais na geração Z ‘Nós’ ou ‘Eu’ (ou das duas), mesmo que por enquanto você não saiba o que isso significa. Leia e aos poucos irá entender! 😉


A geração Z compreende em aproximadamente 2 bilhões de pessoas em todo o mundo e é muito marcante pela sua personalidade desafiadora, que vai contra estereótipos e tradições, há muito tempo enraizadas.

Esta geração pode ser separada em dois grandes grupos: a geração Z ‘Nós’ e a ‘Eu’. Porém muitos indivíduos acabam sendo “um pouco dos dois”, já que a geração é muito fluida, contraditória e tecnológica. Explicaremos mais sobre cada grupo daqui a pouco.


A geração Z é considerada a mais diversificada etnicamente que já existiu, logo estes indivíduos não ficam surpresos com as diferenças e, muito pelo contrário, as abraçam para demonstrar sua individualidade.

Estes jovens são extremamente expressivos, seja para demonstrar seus interesses ou para expressar uma grande causa. E sim, eles não estão aqui para agradar ninguém, logo não tente pará-los!

Esta explosividade é um dos fatores que mais move as redes sociais, mais do que nunca, especialmente o Instagram. Estas redes proporcionam diversas oportunidades, para construir, aprender ou para relacionamentos em geral, porém nem tudo são flores. Da mesma forma que as redes dão um boost em suas vidas, elas também tornam estes jovens mais susceptíveis à ansiedade, depressão e suicídios.


Segundo estudos, o tempo gasto por semana utilizando as redes é proporcional à chance destes serem infelizes, aumentando o risco de sofrerem depressão. Afinal, na maioria das redes todos levam uma vida ‘perfeita’, e quem não leva e não percebe a imperfeição atrás da situação, acaba dando mais um passo em direção à tristeza e baixa autoestima.

Além disso, apesar de serem a geração mais intelectualmente avançada, estes jovens demoram mais para amadurecerem e, por exemplo, “saírem das asas dos pais”. Há menos engajamento em atividades adultas (tirar carteira de motorista, consumir bebidas alcoólicas, praticar relações sexuais e trabalhar), se comparado com as demais gerações.

Sem mais delongas, vamos às subdivisões: Geração Z ‘Eu’ e Geração Z ‘Nós’.


Os jovens desta geração ligam para todas as questões sociais, mas preferem não encará-las. Preferem não expor seus sentimentos e procuram seguir tendências para alcançar o seu estilo de vida dos sonhos. Desta forma, eles se tornam emocionalmente exaustos e isso os leva à dessensibilização.

Obcecados pelas mídias sociais eles criam uma vida dupla: uma delas é a sua verdadeira vida e identidade e a outra o mundo utópico e perfeito que exibem em seus perfis.

Assim com a geração ‘Nós’, também são abatidos pela ansiedade e outros distúrbios, porém preferem ignorar ou até mesmo romantizar tais problemas.

Os jovens da geração ‘Eu’ são aqueles que querem, acima de tudo, sucesso pessoal, aliado ao seu feed impecável, para demonstrar aos outros como vivem a vida que sonhavam (mesmo que isso não esteja acontecendo da forma perfeita que gostariam).


Eles se espelham em seus ídolos e buscam mimetizar suas vidas, mesmo de forma inconsciente. Ficam de olho no Instagram e Youtube para poderem manter-se informados e aprenderem da forma que lhes é convencional, desafiando a educação tradicional com infinitos DIY (Do It Yourself/ Faça você mesmo).

São autodidatas em tudo que lhes chama atenção e isso se reflete no trabalho, pois gostam de solucionar problemas complexos e traçam seu próprio caminho, criando oportunidades até então inexistentes.

Sua prioridade é o visual que expõem e adaptam sua identidade ao molde que pode lhes trazer sucesso, logo gastam o que for necessário para manterem a imagem que os agrada.

Inclusive, os memes se destacam neste grupo, tornando-se ferramentas de comunicação, facilitando sua expressão e exercitando a criatividade. Como nada é perfeito, estes mesmos memes podem afetar uma pessoa de forma quase irreversível, tornando-a foco de piada ou linchamento.


Ao contrário da geração ‘Eu’, esta está muito antenada nas questões sociais e não deixam de lutar pelo que acreditam. Inclusive, é isso que os move. São extremamente compassivos e empáticos, pensando sempre em como ajudar o outro, para empoderá-lo e tentar mudar o mundo.

Também são jovens que se recusam a tirar os pés do chão, estão sempre ativos, demonstrando suas imperfeições e demonstrando como estão são boas e fazem parte da sua individualidade. Assim, combatem estigmas para que todos estejam livres de padrões e possam viver em paz e harmonia.

Eles fazem questão de manter-se unidos, para conseguirem superar esta crise de saúde mental em que vivemos, esforçando-se para mostrar que aqueles que passam por dificuldades não estão sozinhos.


Buscam politizar e conscientizar a todos que estão ao seu alcance, tornando a internet um local mais seguro para jovens que sofrem de ansiedade e depressão, por exemplo. Da mesma forma que a geração ‘Eu’, também buscam avidamente atingir seus objetivos, mas não são obcecados.

Preferem o sucesso de todos, do desenvolvimento coletivo, ao sucesso individual. Estes jovens se preocupam muito com o impacto da humanidade no meio ambiente e buscam sempre opções mais sustentáveis.

Ao contrário da geração ‘Eu’ que gasta mais com cosméticos e produtos de beleza, os jovens da geração ‘Nós’ gastam mais em comida. Isso mesmo, comida. E mais, preocupam-se também com a procedência do alimento e exigem diversidade nos restaurantes e demais comércios, como opções veganas/vegetarianas ou sem glúten e lactose.

Também se diferem da geração ‘Eu’ na forma de utilizarem as redes sociais. Enquanto a geração ‘Eu’ se preocupa mais com a própria imagem, a geração ‘Nós’ preocupa-se mais com o coletivo. Desta forma, utilizam as redes para expressarem suas opiniões, defenderem causas e empoderar grupos diminuídos pela sociedade, objetivando a inclusão.

Também são grandes fãs de viagens, já que estas os levam a conhecer novas culturas e povos, estimulando a tolerância em diversos aspectos.

Eles não investem apenas em si mesmos, mas também investem tempo, dinheiro e energia para transformar coisas que estão ao seu alcance e que impactem.

Os principais tópicos onde buscam trazer este impacto são os de saúde mental, sustentabilidade, direitos LGBT+, etnias e segurança. São nestas áreas que se encontram um maior número de jovens da geração ‘Nós’.

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