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  • Gabrielle Canena

GERALDO ALCKMIN

Atualizado: 22 de Jul de 2019





Partido: PSDB Nascimento: Pindamonhangaba (SP) Idade: 65 anos Profissão: Médico e professor universitário Carreira política: Vereador (1973 a 1977) e prefeito (1977 a 1982) Pindamonhangaba (SP), deputado estadual (1983 a 1987) e federal (1987 a 1995) e governador de São Paulo entre 2001 e 2006 e de 2011 a 6 de abril de 2018. Candidatura registrada em 8 de agosto Ocupação declarada: médico; bens declarados: R$ 1.379.131,70 Vice: Ana Amélia Lemos (PP); Ocupação declarada: senadora; bens declarados: R$ 5.125.983,92 Relator do registro: ministro Tarcísio Vieira


Geraldo Alckmin, em vídeo de 2011:

"A sociedade obteve a aprovação da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Contem comigo no combate a todas as formas de discriminação. Juntos buscamos um Brasil que ofereça dignidade, segurança e cidadania plena a todos", disse Alckmin em vídeo enviado ao Secretariado da Diversidade Tucana em 2011, ano em que o STF reconheceu o direito à união civil de homossexuais.


Geraldo Alckmin, em declaração de 2006:

O ex-governador de São Paulo sempre se manifestou contra a legalização do aborto. "Eu não vejo o aborto como solução. Nós já temos previstos [na lei] casos de aborto para estupro, risco de morte para a mãe", disse Alckmin em 2006. "A solução é evitar a gravidez indesejada", completou.Naquele ano, o tucano disputou a Presidência e foi derrotado no segundo turno pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi reeleito.


Geraldo Alckmin, em evento de pré-campanha em maio:"Porte de arma pode ter. Na área rural, até deve ser facilitado. Se mora isolado, fica alvo fácil. No agro hoje, as coisas são caras, os equipamentos têm valores impressionantes. Então você atrai quadrilha. Vamos estudar tudo isso com detalhes. Não quero entrar nessa miudeza eleitoral. Precisamos verificar com seriedade", declarou o ex-governador.


O tucano considera que o debate sobre a legalização das drogas está atrelado à segurança pública. Em entrevista no Roda Viva, defendeu ações mais duras da polícia, controle intensivo sobre as fronteiras e o uso da tecnologia no combate às drogas. “As fronteiras estão abertas, são 17 mil quilômetros de fronteira seca com os maiores produtores de drogas do mundo, esse é um fato. Nós vamos avançar na questão da tecnologia, ter uma agência que integre as forças armadas, a Polícia Federal e a inteligência dos estados, além de ter uma guarda nacional federal”, disse. O candidato é a favor, também, de um diálogo com as nações vizinhas para combater o tráfico. “Crime não tem fronteira. Esse é um problema latino-americano que nós temos que enfrentar: tráfico de drogas, tráfico de armas e contrabando.” Questionado em 2013 sobre a divergência que tem com FHC sobre o tema, Alckmin afirmou que “a prioridade é outra”. “Como podemos descriminalizar a maconha se nem conseguimos impedir que o álcool seja vendido a menores? Acho que a prioridade é outra. O Brasil tornou-se o principal consumidor de crack do mundo. E o segundo de cocaína. Isso é um descalabro”, afirmou.


Segurança pública- Pretende criar uma Guarda Nacional, formada por homens que encerrarem o serviço militar obrigatório e não seguirem a carreira. Propõe aumentar o tempo máximo de internação de menores infratores de três para até oito anos. Defende flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, para permitir a posse de armas em áreas rurais.

Previdência Social- Defende uma reforma concentrada no fim dos privilégios do setor público, com a adoção de um sistema igual para todos os setores baseado em um teto geral e em regime de capitalização. Quem quiser se aposentar com um valor acima do teto público (que hoje é de 5.645 reais), poderá, pagando um valor complementar.

Privatizações- Classifica o estado como “péssimo empresário” e defende um programa de privatizações, mas exclui a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa.

Programas sociais- Afirma ser a favor do Bolsa Família e defende sua ampliação se for necessário.

Reforma Trabalhista- Defende a reforma proposta aprovada pelo governo Temer.

Teto dos Gastos Públicos- É crítico da medida. Diz que pretende ajustá-la, mas não revogar. Sua preocupação é com a inclusão do investimento dentro do teto: como gastos com pessoal e Previdência crescem continuamente, os novos gastos ficariam achatados.

Política Econômica- Promete zerar o déficit primário até 2020, atraindo capital externo, reduzindo isenções tributárias e aumentando os impostos sobre as faixas mais ricas da população.


Segundo o PSDB, o programa completo, com as principais propostas, deve ser registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) somente na quarta-feira, 8, quando também será disponibilizado no site da campanha tucana. Mas, mesmo na versão completa do documento, os tucanos vão evitar abordagem de temas que possam melindrar esses aliados. Alckmin também tem em sua aliança os partidos PPS, PSD e PTB.

De acordo com o coordenador do programa de governo, Luiz Felipe d'Avila, os partidos aliados não foram consultados para elaborar nem as diretrizes nem o programa, mas serão ouvidos na hora de decidir as metas a serem cumpridas em uma eventual gestão de Alckmin. "Houve zero pressão do Centrão. O programa já estava praticamente pronto. Já as metas serão feitas com os partidos da coligação". disse d'Avila à reportagem.

O Estado teve acesso antecipadamente às diretrizes elaboradas pela campanha. O presidenciável Geraldo Alckmin abre o documento dizendo que o Brasil precisa se livrar dos males da corrupção e do Estado ineficiente. No primeiro item, chamado "O Brasil da Indignação", o tucano prometer "tolerância zero" com a corrupção. Mas não especifica que medidas seriam tomadas. Alckmin tem sido criticado por sentar-se ao lado de dirigentes partidários investigados ou condenados em diferentes instâncias da Justiça. Integra o grupo do Centão, por exemplo, o ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado e preso por envolvimento no chamado mensalão do PT. Em outro item, o documento fala em criar mecanismos de transparência para que o cidadão possa acompanhar instrumentos de políticas públicas e opinar sobre eles.

Segurança Publica. A segurança pública, uma das principais bandeiras do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), tem destaque especial nas diretrizes gerais da campanha tucana. O documento promete reduzir o número de homicídios para 20 casos por cada 100 mil habitantes, combater o crime organizado e o tráfico de armas e drogas com a integração de inteligência de todas as polícias, criar a Guarda Nacional como polícia militar federal, apta a atuar em todo o território nacional, e apoiar uma ampla revisão da lei de Execução Penal, para tornar mais difícil a progressão de penas para infratores que cometerem crimes violentos e que tenham envolvimento com o crime organizado.

As diretrizes gerais apresentadas aos aliados e militantes na convenção do partido não abordam a proposta de defender a descriminalização das drogas. Em entrevista ao Estado, na semana passada, o médico infectologista David Uip, ex-secretário do governo de Alckmin em São Paulo e coordenador do capítulo de saúde do programa de governo, disse que pretendia tratar do assunto.

As questões relacionadas ao segmento LGBTI é outro tema que sofre resistência de partidos da coligação, especialmente o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), e foram abordadas de maneira superficial. O texto promete estabelecer um pacto nacional para a redução da violência contra "idosos, mulheres e LGBTI", além de adotar políticas afirmativas para a população negra e indígena.

No campo econômico, Alckmin sugere no documento simplificar o sistema tributário pela substituição de cinco impostos e contribuições por um único tributo. Além disso, promete eliminar o déficit público em dois anos, privatizar empresas estatais e reduzir o número de ministérios sem especificar quais nem quantos.

Desde o início da sua pré-candidatura, Alckmin tem utilizado o programa de governo para enaltecer uma espécie de "ministério de notáveis" que o ajudam na elaboração do documento. Na economia, por exemplo, as propostas foram elaboradas pelo ex-presidente do Banco Central Persio Arida. Já o capítulo sobre educação está sendo coordenado pelos educadores Ana Maria Diniz e Eduardo Pádua, além da ex-secretária-executiva do Ministério da Educação Maria Helena Guimarães de Castro.

Outras Propostas

- Criação de uma agência nacional de inteligência de combate ao narcotráfico e redução de homicídios no País

- Conclusão da Transposição do Rio São Francisco

- Concessão de serviços e estatais à iniciativa privada

- Implantar um protocolo de fiscalização das empresas depois da venda

- Reforçar investimentos na educação básica, infantil, fundamental e médio

- O documento tucano ainda propõe mudança do presidencialismo para o parlamentarismo, ideia que também é defendida pelo pré-candidato.

CONFIRA AQUI TODAS AS PROPOSTAS DE GOVERNO DO CANDIDATO.

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