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  • Gabrielle Canena

MARINA SILVA

Atualizado: 22 de Jul de 2019






Partido: Rede

Candidatura registrada em 15 de agosto

Ocupação declarada: historiador; bens declarados: R$ 118.835,13

Vice: Eduardo Jorge (PV); ocupação declarada: médico; bens declarados: R$ 320.384,29

Relator do registro: ministro Luís Roberto Barroso


Candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva incluiu em seu plano de governo direitos para a população LGBTI nas áreas de educação e saúde, além de defender que o casamento homoafetivo seja protegido por lei. Ela defendeu o combate à violência, mas não citou a criminalização da LGBTfobia.“Eu sou a favor da união civil.”Marina Silva, em diversas entrevistas."Quando as pessoas perguntam sobre casamento, eu entendo casamento como sacramento, e como sacramento eu não entendo que deva ser dado esse enquadre", disse Marina em entrevista ao portal Terra em 2010, por exemplo. "Eu sou a favor da união civil de bens. Se elas têm uma união estável, porque não podem ser beneficiárias do mesmo plano de saúde?".

Em 2014, a campanha de Marina se envolveu em polêmica ao retirar do programa de governo o trecho que falava em "apoiar propostas de defesa ao casamento igualitário", substituído por "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".

Marina mantém a posição em 2018, pelo menos por enquanto. Em nota enviada em maio à agência Lupa de checagem de notícias, a assessoria da ex-senadora informou que "o programa de governo da pré-candidatura de Marina Silva ainda está em fase de elaboração".


Cotado para vice da pré-candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, Eduardo Jorge (PV) defende a descriminalização da maconha e do aborto. A ex-senadora, por sua vez, defende a legislação atual e afirma que uma mudança só deveria vir por meio de um plebiscito.

Candidato ao Palácio do Planalto em 2014, Jorge defendeu a legalização da interrupção da gravidez. "Deixar de considerar criminosas entre 700 e 800 mil mulheres que fazem aborto por ano é acabar com uma lei medieval em pleno século 21. É uma coisa inacreditável que o Brasil tenha uma lei machista e cruel como essa para punir mulheres que, por algum motivo, se submetem ao risco de procedimentos clandestinos. Revogar essa lei é uma questão urgente de saúde pública", afirmou em entrevista ao jornal O Globo.

Marina, por sua vez, é contra o aborto, mas defende um plebiscito sobre o tema. "Ainda que o Congresso tenha legitimidade para fazê-lo, em temas tão abrangentes, que envolvem questões de natureza de saúde pública, natureza ética, natureza filosófica e religiosa, é bom que se tenha o debate, não o embate. Eu sou contra, mas defendo o plebiscito", afirmou em entrevista à RedeTV em junho.

Ao responder sobre o tema em sabatina na GloboNews nesta terça-feira (31), a presidenciável defendeu a legislação atual e afirmou que a descriminalização não deve ser decidida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). "Não acho que um tema dessa complexidade, que envolve uma série de questões, de ordem ética, moral, de saúde pública, de ordem religiosa, deva ser decidido pelo Supremo".


Marina Silva, em vídeo publicado no Twitter em maio:"Não se resolve o problema da segurança distribuindo armas para a população. Isso é uma insanidade. As pesquisas mostram que, em uma casa onde tem uma arma, o risco de acontecer uma tragédia é incomparavelmente maior. A segurança é um problema do Estado. Nós temos que treinar continuadamente nossos policiais, nós temos que valorizá-los economicamente e simbolicamente", afirmou a ex-senadora.


Seguindo a linha da candidata sobre outros assuntos polêmicos, Marina Silva propõe que o debate sobre as drogas seja feito por plebiscito. Em 2010, ela afirmou que “existem drogas muito mais pesadas do que a maconha, usada para fins medicinais. Defendo um plebiscito. A discussão hoje não é a descriminalização, é a liberação das drogas. Eu tenho posição contrária”. Recentemente, questionada se “o fato de ser evangélica influencia a avaliação dela sobre a descriminalização do aborto e da maconha?”, Marina disse que o caminho é “ampliar o debate”. “Não se resolve o problema das drogas e do aborto rotulando alguém de conservador ou fundamentalista”, afirmou. A candidata, afirma ainda que a pauta envolve diversas áreas. “Esse debate precisa ser feito com muito cuidado e responsabilidade; ele envolve questões filosóficas, éticas, morais e espirituais”, defende. Uma das contradições a ser enfrentada pela candidata durante a campanha é a posição de seu vice, Eduardo Jorge (PV), em algumas questões polêmicas, como a legalização da maconha, defendida abertamente por ele.


Privatizações- A ex-ministra já se disse contra as privatizações da Petrobras, da Eletrobras, do Banco do Brasil e da Caixa.

Programas sociais- Defende a manutenção do Bolsa Família.

Previdência Social- Diz que o déficit na Previdência é inegável. Argumenta que o diálogo tem que ser feito com toda a sociedade e não apenas com a elite econômica, mas ainda não apresentou um modelo que defenderia se eleita.

Reforma Trabalhista- É crítica da reforma proposta pelo governo Temer. “É inadmissível ter trabalhadores que ficam em processo de espera, sendo convocados a qualquer momento pelo empregador”, escreveu sobre a possibilidade de trabalho intermitente.

Segurança Pública- Para ela, o problema de segurança pública não se resolve “distribuindo armas para as pessoas” e defende políticas públicas para a população mais vulnerável.

Teto dos gastos públicos- É contra a PEC aprovada pelo governo Temer e diz que medidas são um “golpe” nas políticas públicas. Para ela, gastos devem ser controlados através de lei orçamentária e não com mudança na Constituição.

Política econômica- Diz que é “demagogia” dizer que vai reduzir a carga de impostos, mas promete combater o impacto sobre os mais pobres e promover uma divisão mais descentralizada dos recursos em benefício dos estados.


-Para a economia, ele defende controle da inflação, com câmbio flutuante, além de estímulo à concessão de crédito

-Manter políticas sociais e tentar reduzir gastos públicos. Contudo, ela não especificou quais programas teriam continuidade, caso eleita

-Atrelar o crescimento dos gastos públicos proporcionalmente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)

-Defesa de políticas socioambientais e aumento de fiscalização sobre setores que provocam poluição. Ela também defende a implantação de programa de certificação das empresas

-Ela já criticou políticas de privatizações adotadas por outros governos

-Reforço nos investimentos para equipar a Polícia Federal

-Marina também já afirmou que votaria a favor das propostas de reforma da Previdência e trabalhista, acrescentando pequenas mudanças, como o tempo mínimo de contribuição de 25 anos para se aposentar.

O programa de governo da candidata da Rede, Marina Silva, propõe que o casamento entre pessoas do mesmo sexo seja protegido por lei e que o Banco Central tenha autonomia, mas não tenha independência institucionalizada. Os dois pontos divergem do que candidata apresentou em 2014 e foram apresentados pela campanha nesta terça-feira, 14, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para as eleições 2018. O documento faz ainda defesa contundente das reformas política, tributária e da Previdência.

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