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  • Gabrielle Canena

DIA DA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Atualizado: 22 de Jul de 2019





Heey, Rebel!

Hoje, dia 30 de agosto, é dia da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, uma doença que afeta pelo menos 30 mil pessoas no Brasil.

Neste artigo você entenderá o que é esta doença, suas classificações, sintomas, causas, fatores de risco, tratamento e prevenção. Confira!

O QUE É E TIPOS

O QUE É?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

TIPOS

A esclerose múltipla pode ser classificada em 3 tipos de acordo com a manifestação da doença:

Esclerose múltipla surto-remissão: É forma mais comum da doença, sendo mais frequente em pessoas com menos de 40 anos de idade. Esse tipo de esclerose múltipla acontece em surtos, em que os sintomas aparecem de repente e desaparecem em seguida. Os surtos acontecem com intervalos de meses ou anos e duram menos de 24 horas;

Esclerose múltipla progressiva primária: Nesse tipo de esclerose múltipla, os sintomas evoluem de forma lenta e progressiva, sem que haja surtos. A esclerose múltipla propriamente progressiva é mais comum em pessoas com mais de 40 anos e é considerada como a forma mais grave da doença;

Esclerose múltipla progressiva secundária: É uma consequência da esclerose múltipla surto-remissão, em que há o acúmulo dos sintomas ocorridos ao longo do tempo, sendo difícil a recuperação dos movimentos e levando ao aumento progressivo das incapacidades.

CAUSAS

As causas exatas da esclerose múltipla não são conhecidas, mas há dados interessantes que sugerem que a genética, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo um vírus podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença. Embora a causa ainda seja desconhecida, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.

GENÉTICA E AMBIENTE

Acredita-se que a esclerose múltipla pode em parte ser determinada geneticamente. Parentes de de pessoas com esclerose múltipla têm maior risco de desenvolver a doença. Irmãos de um portador têm um risco 2% a 5% maior de ter esclerose múltipla.

No entanto, experiências com gêmeos idênticos indicam que a hereditariedade pode não ser o único fator envolvido. Se a esclerose múltipla fosse determinada exclusivamente pela genética, gêmeos idênticos teriam riscos idênticos. No entanto, um gêmeo idêntico tem apenas uma chance 30% maior de desenvolver esclerose múltipla.

Alguns cientistas teorizam que a esclerose múltipla se desenvolve em pessoas que nascem com uma predisposição genética que, ao ser exposta a algum agente ambiental, desencadeia uma resposta autoimune exagerada, dando origem à esclerose múltipla. A falta de exposição ao sol nos primeiros meses ou anos de vida também é considerado por especialistas como um fator ambiental que predispõe o aparecimento de esclerose múltipla.

VÍRUS E ESCLEROSE MÚLTIPLA

Alguns estudos sugerem que alguns vírus, tais como o de Epstein-Barr (mononucleose), varicela-zoster e aqueles presentes na vacina da hepatite podem ter relação com a esclerose múltipla. Até o momento, no entanto, essa hipótese não foi definitivamente confirmada.

OUTROS FATORES

Há cada vez mais evidências sugerindo que hormônios, incluindo os sexuais, podem afetar e serem afetados pelo sistema imunológico. Por exemplo, tanto o estrógeno quanto a progesterona, dois importantes hormônios sexuais femininos, podem suprimir alguma atividade imunológica. A testosterona, o principal hormônio masculino, também pode atuar como um supressor de resposta imune.

Durante a gravidez, os níveis de estrogênio e progesterona são muito elevados, o que pode ajudar a explicar por que as mulheres grávidas com esclerose múltipla geralmente têm menos atividade da doença. Os níveis mais elevados de testosterona em homens podem parcialmente explicar o fato de que as mulheres têm mais chances de desenvolver a doença do que os homens, uma vez que a testosterona também pode inibir o sistema imunológico. Contudo, os fatores hormonais isoladamente não são suficientes para explicar a maior prevalência da doença em mulheres.

FATORES DE RISCO

Vários fatores podem aumentar o risco de esclerose múltipla, incluindo:

»Idade: a esclerose múltipla pode ocorrer em qualquer idade, mas mais comumente afeta as pessoas entre 20 a 40 anos. Nessa faixa etária são feitos 70% dos diagnósticos

»Gênero: mulheres são mais propensas que os homens a desenvolver a esclerose múltipla. A proporção real é de três mulheres para cada homem

»Histórico familiar: se um de seus pais ou irmãos tem esclerose múltipla, você tem uma chance de 1 a 3% de desenvolver a doença - em comparação com o risco na população em geral

»Etnia: os caucasianos, em especial aqueles cujas famílias se originam do norte da Europa, estão em maior risco de desenvolver esclerose múltipla. As pessoas de ascendência asiática, africana ou americana tem menor risco

»Regiões geográficas: a esclerose múltipla é muito mais comum em áreas como a Europa, sul do Canadá, norte dos Estados Unidos, Nova Zelândia e sudeste da Austrália. Não se sabe ainda o porquê

»Outras doenças autoimunes: você pode ser um pouco mais propenso a desenvolver esclerose múltipla se tiver outra doença que afeta o sistema imune como distúrbios da tireoide, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal.


SINTOMAS

Pessoas com esclerose múltipla tendem a apresentar os primeiros sintomas na faixa dos 20 a 40 anos. Alguns podem ir e vir, enquanto outros permanecem.

Não há duas pessoas que apresentem rigorosamente os mesmos sintomas de esclerose múltipla. Isso porque as manifestações irão depender dos nervos que são afetados. No entanto, os primeiros sintomas de esclerose múltipla no geral são:


Visão turva ou dupla

Fadiga

Formigamentos

Perda de força

Falta de equilíbrio

Espasmos musculares

Dores crônicas

Depressão

Dificuldade cognitivas

Problemas sexuais

Incontinência urinária.

Você pode ter um único sintoma e, em seguida, passar meses ou anos sem qualquer outro. O problema também pode acontecer apenas uma vez, ir embora e nunca mais voltar. Para algumas pessoas, os sintomas tornam-se piores dentro de semanas ou meses.

Estes são os sintomas mais comuns da esclerose múltipla:

»Sintomas sensitivo-motores

Sensação de "alfinetes e agulhas" na pele

Dormência

Coceira

Queimação

Perda de equilíbrio

Espasmos musculares

Problemas para movimentar braços e pernas

Dificuldade para andar

Problemas de coordenação e para fazer pequenos movimentos

Tremor em um ou mais membros

Fraqueza em um ou mais membros.

»Sintomas na bexiga e intestino

Vontade de urinar várias vezes ao dia

Urgência para urinar, principalmente à noite

Dificuldade em esvaziar a bexiga completamente

Constipação intestinal.

»Sintomas sensoriais e psíquicos

Tonturas ou vertigens

Atenção e capacidade de julgamento diminuídas

Perda de memória

Dificuldade para raciocinar e resolver problemas

Depressão ou sentimentos de tristeza

Perda de audição.

»Sintomas sexuais

Secura vaginal

Problemas de ereção

Menor sensibilidade ao toque

Apetite sexual mais baixo

Problemas para atingir o orgasmo.

»Problemas de fala

Longa pausa entre as palavras

Fala arrastada ou difícil de entender

Fala anasalada

Problemas de deglutição em estágios mais avançados.

»Sintomas nos olhos

Visão dupla

Incômodo nos olhos

Movimentos rápidos e incontroláveis dos olhos

Perda de visão (geralmente afeta um olho de cada vez).

Fadiga

Cerca de oito em cada 10 pessoas com esclerose múltipla se sentem sempre muito cansadas. Essa sensação acontece geralmente durante à tarde e faz com que os músculos fiquem mais fracos, o pensamento mais lento e deixa a pessoa sonolenta.

Essa fadiga geralmente não está associada com a quantidade de trabalho que você faz. Algumas pessoas com esclerose múltipla se sentem cansadas, mesmo depois de uma boa noite de sono.

TRATAMENTO

O tratamento da esclerose múltipla é feito por meio de medicamentos e sessões de fisioterapia. Os medicamentos devem ser indicados pelo médico e têm como objetivo evitar a progressão da doença, diminuir o tempo e a intensidade das crises e controlar os sintomas, podendo ser indicado pelo neurologista o uso de Interferon, Acetato de Glatirâmer, Imunoglobulinas, corticoides e analgésicos.

A fisioterapia é importante para a pessoa com EM porque permite que os músculos sejam ativados, evitando a atrofia. A fisioterapia para a esclerose múltipla consiste na realização de exercícios de alongamento e fortalecimento muscular. Além disso, quando a pessoa se encontra em crise, é importante ficar em repouso.

Assista o vídeo seguinte e veja os exercícios que podem ser feitos para se sentir melhor:


PREVENÇÃO

A esclerose múltipla não tem cura e o seu tratamento deve ser realizado por toda vida.

O prognóstico da esclerose múltipla é de que a pessoa acabe apresentando incapacidade neurológica progressiva e que cerca de 25 anos após o diagnóstico da doença, 80% destes pacientes se tornem totalmente dependentes de outros para realizar suas tarefas. No entanto, a medicina tem tido grandes avanços nesta área, havendo muitos casos de pessoas diagnosticadas com a doença a mais de 20 anos e que não apresentam qualquer tipo de dependência.


#BeARebel

Com informações de Abem, Tua Saúde e Minha Vida.

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