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  • Gabrielle Canena

Consciência Negra

Atualizado: 22 de Jul de 2019





ORIGEM DA DATA


Durante o governo Lula (2003-2010), a Lei nº 10.639 de 9 de janeiro de 2003, determinava a inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar.

Nesse mesmo documento, ficou estabelecido que as escolas iriam comemorar a consciência negra:

“Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”

No entanto, foi somente no governo de Dilma Rousseff e através da Lei nº 12.519 de 10 de novembro de 2011, que essa data foi oficializada.

Nesse documento foi criado o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, sem obrigatoriedade de que ele fosse feriado.

O dia da Consciência Negra não se constitui feriado nacional, mas estadual e, em mais de mil cidades, feriado municipal. Por sua vez, o 20 de novembro é feriado estadual no Rio de Janeiro, Mato Grosso, Alagoas, Amazonas, Amapá e Rio Grande do Sul.

IMPORTÂNCIA

A importância da data está no reconhecimento dos descendentes africanos na constituição e na construção da sociedade brasileira.

Os principais temas que podem ser abordados nessa data são o racismo, a discriminação, a igualdade social, a inclusão do negro na sociedade, a religião e cultura afro-brasileiras, dentre outros.

Quem foi Zumbi dos Palmares?


Popularmente chamado de Zumbi dos Palmares, ele foi o último dos líderes do Quilombo dos Palmares, localizado no atual estado de Alagoas, durante o período colonial. Filho de africanos escravizados e nascido nesse quilombo, Zumbi foi educado por um sacerdote e depois retornou ao seu local de nascimento. Ali, lutou para que o quilombo não fosse destruído pelos colonizadores que consideravam um perigo aquela reunião de negros libertos.

Em 1695, com 40 anos, Zumbi foi assassinado pelo capitão Furtado de Mendonça, a mando de Domingos Jorge Velho. Foi decapitado e sua cabeça levada para Recife onde ficou exposta em praça pública.

Atitudes simples para ajudar a vida da comunidade negra

  • Acredite em uma pessoa negra quando ela diz que racismo existe.

  • Não trate todas as pessoas negras como se elas pensassem a mesma coisa sobre tudo.

  • Não defina a qual raça uma pessoa negra não identificada pertence.

  • Deixe que ela busque sua identificação e dê apoio emocional para isso.

  • Não trate a África como se fosse um país.

  • É um continente gigante e bastante diversificado.

  • Não chame uma pessoa integrante de religiões afro de macumbeira.

  • A não ser que você pertença a uma dessas religiões.

  • Não faça piadas estereotipadas como “negro tem pau grande” ou “mulher negra tem que saber sambar”. Não é elogio.

  • Não chame pessoas negras de morenas.Muito menos de mulatas.

  • Não fale só sobre racismo com pessoas negras e nem infira que toda pessoa negra sabe falar sobre a questão.

  • Nunca use a frase “tenho amigos negros” para provar que você não é racista.

  • Elogie nossos cabelos sem tocar, por favor.

  • Tente não usar os termos “nego”, “neguinho” e etc como figura de linguagem.

  • Nunca diga que você é um “branco de alma preta”.

  • Se você usa algum penteado afro, tenha a humildade de ouvir pessoas negras que venham a te acusar de apropriação cultural.

  • Se uma pessoa negra diz que seu emocional foi prejudicado pelas experiências envolvendo racismo, acredite e a apoie emocionalmente.

  • Apoie iniciativas de empreendedorismo tocadas por pessoas negras.

  • Não se ofenda quando uma pessoa negra criticar os brancos e entenda que o contexto é muito maior do que você.

  • Isso me lembra que: não diga que “nem todo branco é racista”. Achar que a gente não tem capacidade de entender isso é ser racista.

  • Não diga que somos todos humanos.Nem que somos todos iguais.Ou que lutamos para todos sermos iguais.

  • Não pergunte a uma mulher negra ‘se o cabelo dela é dela mesmo’.

  • Não diga que pessoas negras têm beleza exótica em NENHUMA HIPÓTESE.

  • Se você namora uma pessoa negra, não a utilize como um chaveirinho que prova que você não é racista.

  • Não se cale quando seus amigos brancos dizem coisas racistas próximas a você.

  • Não deixe o peso de lutar contra o racismo estrutural só nas costas das pessoas negras.

  • Não trate com normalidade ambientes de espaço de poder onde só há pessoas brancas.

  • Questione a razão pela qual todas as pessoas negras do seu trabalho/instituição de ensino estão trabalhando nas áreas de serviço.

  • Não questione as cotas raciais.

  • Não se coloque como ‘advogado do diabo’ em discussões sobre raça.Repita sempre o mantra: racismo é uma problemática branca.

  • Não ache legal pessoas brancas usarem drogas se você acha que o genocídio negro disfarçado de guerra ao tráfico não é problema seu.

  • Eu imploro: não relativizem black face.

  • Não questione o feriado da Consciência Negra.

  • Não infira que toda pessoa negra tem origem humilde pelo simples fato de ser negra.

  • Sempre questione qualquer grupo de discussão sobre sociedade que não tenha pessoas negras.

  • Não pense que o fato de você ser integrante da comunidade LGBTQ+ te exclui da possibilidade de ser racista.

  • Jamais pense que você entende a dor de sofrer racismo, porque você não entende.

  • Não diga que “o rap é de todos” quando for defender um rapper branco.

  • Não vale dizer que gosta de funk se você tem medo do motorista do seu aplicativo de transporte fazer um caminho “por alguma comunidade”.

  • Você, enquanto pessoa branca, precisa assumir sua parcela de responsabilidade na existência do racismo, uma vez que você se beneficia dele.

  • Não consuma produtos de marcas envolvidas em casos de racismo.

  • Se você participa de algum movimento social, incentive pessoas negras a discursarem e tomarem o protagonismo das discussões.

  • Ouça pessoas negras.

  • Questione-se se você só consome filmes, músicas e séries feitas por pessoas brancas.

  • Parece óbvio, mas não é: não atravesse a rua quando ver um homem negro no seu caminho.

  • Não trate relacionamentos com pessoas negras como fetiche.

  • Não pense que o racismo só acontece quando alguém chama uma pessoa negra de macaca.Pare de dar apelidos a pessoas negras como “Negão, Grafite, Pelézinho” etc.

  • Não use a palavra denegrir.

  • Esteja ao lado de pessoas negras nos momentos de vulnerabilidade causados pelo racismo.

  • Assista “Corra!”.E Pantera Negra.E Moonlight.E qualquer outra produção que fale sobre raça e injustiça racial.

  • Não chame uma pessoa negra de capitão do mato porque você não tem esse direito.

  • Não cobre uma pessoa negra por não se posicionar contra o racismo sem buscar entender o que a leva a ter esse comportamento.

  • Estude sobre viés inconsciente.

  • Não coloque homens brancos e negros na mesma cesta quando for falar sobre sociedade patriarcal.

  • Sempre que possível, faça recortes de raça quando for falar sobre questões sociais.

  • Não faça pouco caso da insegurança de uma pessoa negra.

  • Não abandone uma pessoa negra que esteja passando por uma crise de autoestima, insegurança ou de qualquer ordem emocional.

  • Não fale com pessoas negras só sobre racismo.

  • Não fale “escravos”. O correto é “escravizados”.

  • Na dúvida, PERGUNTE.

Por que temos o dia da Consciência Negra e não da Consciência Humana?

Texto retirado do site GELEDÉS (Instituto da Mulher Negra) :

“Novembro: o mês em que muita gente mal informada, com preguiça de pensar e ausente de empatia vai compartilhar uma enxurrada de conteúdo questionável sobre a consciência negra, ou melhor, humana. Porque somos todos iguais, só que não.

Do Aline Xavier

É fato que as pessoas negras, nos últimos anos, estão mais conscientes dos seus direitos. Quem é militante se sente cada vez mais empoderado. E vem, mesmo que não tão rápido quanto deveria, conquistando voz e espaço. E por esse motivo, é inaceitável aceitar a mentira propagada na sociedade de que não existe mais preconceito racial. Como brilhantemente disse Gabriel, o Pensador: o racismo é burrice, mas o mais burro não é o racista. É o que pensa que o racismo não existe.

O dia 20 está próximo. Nada mais apropriado então, do que elencar onze motivos pelos quais sim, é necessário não somente um dia, mas muita conscientização e reflexão a respeito do tema. Pois a escravidão acabou, mas o estigma permanece.

A disparidade no mercado de trabalho: quase não vemos negros trabalhando em eventos e lojas de grife. Em contrapartida, em funções de baixa instrução eles são maioria. Por trás de requisitos como boa aparência (no qual os recrutadores estabelecem um tipo de corpo, cabelo e cor dos olhos, por exemplo) existe um preconceito mascarado;

As mulheres negras estão mais propícias ao celibato involuntário (vulgo solteirice). Nossa cultura machista as coloca como frutas exóticas para mera apreciação. São objetificadas e animalizadas. Elas são as mulheres pra comer, mas as pra casar são as que possuem traços eurocêntricos. E pra piorar, muitos homens negros, ao ascenderem socialmente, optam por parceiras de pele mais clara. A quantidade de jogadores de futebol casados com mulheres loiras é um bom exemplo disso. É como se a mulher fosse um troféu e uma forma de se afirmar socialmente, principalmente no meio elitizado;

A falta de representação na mídia: quase não se vê personagens negros na TV (jornais, novelas, séries e afins). E quando há, geralmente ocupam papéis de empregadas, trabalhadores braçais ou personagens caricatos. Crianças crescem sem nenhum modelo de representatividade que possam admirar, o que afeta diretamente a autoestima delas;

Somos minoria nos espaços públicos, principalmente os “elitizados”: a não ser em cargos em que estamos pura e simplesmente servindo os outros, é perceptível a quase ausência de negros em shoppings, restaurantes mais caros e baladas em geral. E as pessoas estão acostumadas com essa invisibilidade. Quase ninguém olha em volta e se questiona: aqui não tem preto, pô! Apesar de sermos mais de 50% da população do país, a maioria de nós não tem condições financeiras e acesso a lazer e entretenimento;

Humor opressor e babaca: com a onda do “politicamente incorreto”, todas as minorias passaram a ser alvo de piadas discriminatórias. E claro, os negros não poderiam ficar de fora dessa. Mais de uma vez houve casos de humoristas humilharem e constrangerem negros na Internet. Pior que isso: alguns deles se submetem a um papel ridículo e contam piadas que ofendem seus semelhantes, reforçando estereótipos;

As ações afirmativas são motivo de chacota por grande parte da população: algumas dessas ações, como por exemplo, as cotas raciais e sociais em universidades, têm como objetivo reduzir o abismo existente entre o negro pobre e a instituição. O que muita gente não entende é que isso não é privilégio, mas sim uma forma de ampliar o acesso a quem sequer tinha perspectiva de melhoria social. A educação superior ainda é elitista e tem muito a melhorar. Menos de 3% dos formandos em Medicina são negros, e ainda há pessoas que acham que queremos roubar a vaga de alguém;

Somos desrespeitados como consumidores: quem aqui é negro e nunca foi maltratado, seguido num shopping ou deixou de ser atendido por vendedores em lojas levante a mão. O negro, lamentavelmente, é associado à pobreza, ao roubo, à falta de condições. Certa vez, fui a uma loja de sapatos mais cara e fui totalmente ignorada pelas vendedoras, enquanto as outras pessoas que chegavam eram prontamente atendidas. Precisei chamar o gerente para que ele pedisse a uma das vendedoras que cumprisse o seu ofício. Nem preciso dizer o quão péssimo foi esse atendimento;

Somos as maiores vítimas de violência policial: é perceptível que pessoas negras são abordadas com muito mais freqüência do que as brancas em revistas policiais, e morta duas vezes mais que elas. São os primeiros suspeitos, julgados por suas roupas e por sua cor. A população carcerária negra no Brasil é em torno de 66%, e a maioria dos presos não concluiu o ensino fundamental.

Temos inúmeros problemas de autoimagem: desde cedo somos condicionados a achar que existe algo errado conosco, e que temos que corrigir através da automutilação. Nossos cabelos (apelidados de ruins, duros) são submetidos a químicas degradantes e algumas até cancerígenas, nossa pele é “clareada”, as mulheres se maquiam de modo a disfarçar seus traços naturais e torná-los mais “finos” (leia-se: como os de uma pessoa branca), dentre outros muitos exemplos de violência à nossa naturalidade. Tudo para se equiparar a um modelo eurocêntrico de beleza. E muitas vezes essa busca pela perfeição semelhante à da beleza branca traz inúmeros prejuízos emocionais aos negros;

Somos 71,6% do número de analfabetos do país: além desse dado, a evasão escolar é muito maior entre crianças e jovens pretos. Por causa da pobreza, grande parte deles precisa trabalhar para ajudar no sustento da casa. Quando o trabalho é excessivamente extenuante, ininterrupto, com carga horária abusiva (normalmente em funções operacionais, como limpeza, jardinagem ou outros serviços pesados), muitos não resistem e abandonam a escola;

Religiões de matriz africana são grandes alvos de intolerância religiosa: Esse problema, a meu ver, seria amenizado se houvesse uma melhoria na educação. A lei 10.639/03 estabelece que deve ser ensinada nas escolas temas ligados à cultura Afro-Brasileira, incluindo as religiões. Como não prática isso não acontece e a ignorância das pessoas não têm limites, praticantes são demonizados e vistos como perigosos, o que resulta em muitas ações violentas;

Existem inúmeros outros motivos que comprovam o quão presente é o racismo é na nossa sociedade, mas citar todos tornaria o texto muito longo, ou até mesmo um livro. É inconcebível que mesmo sendo a segunda população negra do mundo – o que prova que de“minoria” não temos nada – ainda sejamos tão subjugados como se fôssemos inferiores aos demais.

Enquanto formos estereotipados e associados unicamente a samba, pagode, sexo fácil, bandidagem, ignorância e falta de instrução o cenário não mudará. A luta é longa. E a representatividade e o respeito são imprescindíveis.

Pra encerrar, cito uma frase que li na Internet, de autoria desconhecida, porém muito válida para esse momento:

“TODA CONSCIÊNCIA SERÁ NECESSÁRIA, ENQUANTO A CONSCIÊNCIA HUMANA FOR PRECONCEITUOSA E RACISTA”. "


Autoras negras para empoderar

Quantas autoras negras você já leu? Provavelmente, poucas. Quem fez o Enem este ano teve até um gostinho da obra de Conceição Evaristo, autora mineira nascida em 1946 que podia se tornar a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na ABL, mas perdeu o posto para o cineasta Cacá Diegues.

Felizmente, algumas iniciativas já buscam oferecer mais espaço a mulheres negras na literatura, como esta livraria especializada em escritoras negras ou esta editora que buscava uma autora negra com um livro inédito para publicação. Acontece que, mais do que publicar, essas mulheres precisam ser lidas – e nossa seleção promete te ajudar a selecionar algumas obras incríveis para começar.

Maria Firmina dos Reis


Primeira romancista brasileira, essa moça nascida em 1825 no Maranhão é autora de livros como Úrsula e A Escrava. Além de escrever, era professora e fundou uma aula mista e gratuita para alunos que não podiam pagar pela educação.

Chimamanda Ngozi Adichie


Chimamanda é um dos nomes queridinhos da atualidade. A nigeriana autora de Americanah, Hibisco Roxo, No Seu Pescoço, Sejamos Todos Feministas, Meio Sol Amarelo e Para educar crianças feministas (ufa!) ficou conhecida por um poderoso TED em que relata os perigos de se contar uma história única sobre a África – vai por mim, você merece ver.

Carolina Maria de Jesus


Se você ainda não ouviu, pode ter certeza de que vai ouvir falar muito sobre ela. Carolina Maria de Jesus trabalhava como catadora de lixo e escrevia nas páginas que encontrava nas ruas. Seu livro mais famoso é Quarto de Despejo – Diário de uma favelada, mas ela também assina obras como Casa de Alvenaria, Pedaços de fome e Provérbios.

Alice Walker


Em seu livro Rompendo o Silêncio, Alice Walker relata suas passagens por Ruanda, Congo, Palestina e Israel, quando foi convidada por organizações feministas e de direitos humanos. Seus comentários em tom poético lhe renderam duas premiações: um Pulitzer e um National Book Award. Outra obra da autora, A Cor Púrpura, foi adaptada para o cinema e indicada a 11 Oscars.

Elizandra Souza


NoViolet Bulawayo


Natural do Zimbábue, NoViolet é autora do impactante Precisamos de Novos Nomes, que relata sob a ótica de uma criança temas sérios que vão de assassinatos políticos a estupros. É quando a protagonista Darling vai estudar nos Estados Unidos que as reflexões sobre a vida na África se transformam em uma forma de entender suas origens.

Djamila Ribeiro


Esse mulherão dá uma aula sobre racismo, sexismo e, de quebra, sobre a sociedade como um todo. Em O que é lugar de fala? ela reflete sobre esse termo que já se tornou quase clichê e parte daí para debater sobre desigualdades. Seu segundo livro, Quem tem medo de feminismo negro, virou um dos ícones sobre o assunto no Brasil – e muita gente fez questão de levá-lo às urnas para deixar aquele recado nas últimas eleições.

Jenyffer Nascimento


Pernambucana, Jenyffer é poeta que lançou recentemente seu primeiro livro solo: Terra Fértil. O lançamento foi feito através do coletivo Mjiba e retrata temas como amor, identidade, racismo e machismo.

Toni Morrison


Com um retrato cru da experiência da mulher negra, Toni Morrison já entrou para o seleto grupo de escritores que podem se gabar de ter levado para casa um Prêmio Nobel de Literatura. Vale ler Jazz, um romance que evidencia as consequências do assassinato de uma jovem no Harlem.

Cristiane Sobral


Misturando prosa com poesia, Cristiane Sobral é autora de três livros: Não Vou Mais Lavar os Pratos; Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção; e Só por Hoje Vou Deixar Meu Cabelo em Paz. Sua obra retrata os desafios da mulher negra de forma leve, mas sem nunca deixar de lado a postura engajada.

Mel Duarte


Paulista, Mel Duarte é autora de Fragmentos Dispersos e Negra, Nua e Crua, mas sua obra vai muito além das páginas dos livros. Escritora, ativista e produtora cultural, ela possui até poemas inspirados em Jair Bolsonaro.

Conceição Evaristo


Ela abriu esse texto, mas merece também um lugar de destaque aqui no finzinho da lista. Seu primeiro poema data de 1990 e continua escrevendo. Doutora em literatura e nascida em uma favela de Belo Horizonte, Conceição Evaristo é autora de Olhos d’Água, Ponciá Vicêncio, Becos da Memória, Poemas da Recordação e Outros Movimentos.


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Com informações de Hypeness, Toda Matéria e GELEDÉS.

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